Introdução ao Princípio da Correspondência

 JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.


" O espírito nos une, o corpo nos separa".
Arthur Veloso


De todos os Princípios de Hermes este é o mais citado:

“O QUE ESTÁ EM CIMA É COMO O QUE ESTÁ EMBAIXO, E O QUE ESTÁ EMBAIXO É COMO O QUE ESTÁ EM CIMA”.

No Cosmo tudo o que existe em um nível tem o seu homólogo em outros níveis. Não existe algo isolado, fora ou dentro da creação.

A creação é uma objetivação da Mente Cósmica. O PODER SUPERIOR como ABSOLUTO não se polariza, ELE se projeta, se expande e a expansão corresponde precisamente a creação. Nisto reside ao primeiro nível de correspondência.
Tudo aquilo que existe na creação tem o seu homólogo em todos os planos superiores até mesmo na própria Mente Cósmica. Na Mente do Poder Superior já existe potencialmente, como idéia, todo o modelo da creação. Por mais amplo que seja um sistema, ou, por mais insignificante que seja uma determinada coisa, por certo ela tem correspondência com a MENTE CÓSMICA.

O universo com tudo aquilo que nele existe é uma projeção da MENTE DO Poder Creador é o lado descontinuo do continuo.

Dentro da creação quase tudo é vibração, o universo é vibratório, e à vibração está inerente à natureza sétupla expressa pela “Árvore da Vida”. Tal como na escala musical, são sete as notas possíveis, são apenas sete notas agrupadas em oitavas, mas isto não diz respeito somente às notas musicais, na verdade diz respeito à totalidade das vibrações – Teclado Cósmico.

Uma escala musical é composta por sete notas que se unem a uma compondo uma oitava que podem ser agrupar formando uma verdadeira escada.
No “Teclado Cósmico” cada da oitava pode constituir um mundo, um plano, uma coisa qualquer. Todas as formas existentes no universo sempre estão interligadas. A vibração é o que individualiza as coisas e a correspondência à união das coisas. As notas se repetem de oitava em oitava. Qualquer nota de uma oitava tem a sua correspondente nas demais oitavas.

Tudo pode ser representado pela “Árvore da Vida” e aquilo que contiver numa oitava tem correspondência nas demais oitavas que constituem a “Escada”.

Segundo as leis da mecânica ondulatória, qualquer nota ressoa ao longo de toda a escala segundo determinada relação. Isto é uma decorrência do Princípio da Correspondência. Na oitava de cima as notas se repetem, isto é, cada uma nota tem uma homóloga. Assim como é na oitava de baixo é também na oitava de cima, pois tudo apenas se repete em um outro nível.

Também a harmonia musical – vibratória – é uma decorrência do Princípio da Correspondência. Na escala das vibrações há notas ressonantes harmônicas e notas ressonantes desarmônicas.Isto é estudado na música. Sabe-se que existem notas que se combinam harmônicamente e notas que não se combinam harmonicamente. Por exemplo: as notas mi - sol - si formam um acorde harmônico; ré - fá – lá, outro. Vejam que as notas harmônicas estão em um mesmo pilar – lado – da “Árvore da Vida”, o que faz ver que a harmonia musical não ocorre por acaso.

Pela “Arvore” se pode ver que o dó inferior (Malkut) tem a sua réplica no início da oitava seguinte (Kether) portanto: “Assim como é em baixo é também em cima”. Se Malkut representar o homem material Kether representará Deus, portanto o homem de uma certa forma é a imagem de Deus.

Como temos mostrado em nossos temas, o universo é constituído por vibrações de um principio primordial - MA. As vibrações estão distribuídas numa escala colossal em que as oitavas se repetem numa imensa sucessão formando uma fantástica “escada”. As vibrações se apresentam formando tudo quanto há, constituindo não só as coisas materiais existentes como também outros planos distintos. Não se trata de uma escada linear, de uma escala simples, pois, como já dissemos em outras palestras cada nota de uma oitava pode se constituir por si mesmo uma oitava completa (Cada sephirah de uma “árvore” pode se constituir numa árvore secundária assim sucessivamente).

O Universo basicamente é constituído por três amplos planos que podem ser representados por “arvores da Vida”. Esses planos recebem denominações próprias em algumas doutrinas.

1 - ASTRAL INFERIOR; 2 - ASTRAL RESPLANDECENTE; 3 - ASTRAL SUPERIOR.
1 - GRANDE PLANO FÍSICO; 2 GRANDE PLANO MENTAL; 3 GRANDE PLANO ESPIRITUAL.
1 - BERIAH - 2 YETZIRAH - 3- ASSYAH.

Tudo o que existe num plano existe em um plano por correspondência também existe nos demais. Por exemplo: Tudo o que existe no Grande Plano Físico também existe no Grande Plano Mental e no Grande Plano Espiritua. A única diferença diz respeito apenas à “densidade”. Como os níveis de vibração diferem muito de um plano para outro, naturalmente a réplica de algo num plano superior apresenta-se com um aspecto bem mais atenuado que aquela do plano imediatamente inferior. Comparativamente se pode ver que uma estrutura material do mundo denso tem a sua réplica no plano astral mais tênue, por isso via de regra ela não é facilmente visível.

É o Princípio da Correspondência que permite se intervir sobre uma estrutura densa a partir da sua réplica no plano astral. Qualquer modificação que se processe em um plano se reflete em todos os demais, por isto se diz que qualquer ato afeta todo o universo. Muitos trabalhos de magia são praticados a partir de interferências nas réplicas do astral, tanto em um sentido quanto no outro.

Dizem as “lendas” e “mitos” dizem os duendes, as fadas, e outros elementais protegem a natureza. Na realidade eles são seres do plano astral e que suas ações ocorrem a partir das réplicas existentes naquele plano, portanto se trata de um processo baseado no Princípio da Correspondência.

O Princípio da Correspondência é função do efeito de ressonância inerente ao Princípio da Vibração. Quando uma corda de um piano é percutida provocando um som todas as notas correspondentes – ressonantes – também vibrarão e provocarão os sons correspondentes, mas, vale notar que a intensidade do som será progressivamente atenuada. A ressonância é tanto mais intensamente quanto mais próxima estiver da nota básica. Em um piano se uma tecla de um extremo for percutida fazendo vibrar uma corda, muitas outras cordas ao longo do teclado também vibrarão, porém os sons correspondentes serão tanto menos intensos quanto mais afastada for a corda em relação àquela que inicialmente percutida.

Todas as notas se desdobram em 7 outras e assim sucessivamente. O mesmo acontece não somente com as notas musicais, mas também com tudo o que vibra. Isto é o que permite que existam outros planos além deste que conhecemos e que é denominado de plano material. Assim, no plano da matéria podemos situar os reinos da natureza, sendo os três mais conhecidos: O reino mineral, o vegetal e o animal. Podemos afirmar que tal como esses reinos existem no mundo material eles têm replicas nos demais planos. O que estamos dizendo é significativo porque é importante a pessoa conhecer todos os seus harmônicos, quer nos reinos da natureza quer em todos os bipolo do universo.

Já dissemos em uma palestra anterior que muitas vezes a pessoa encontra uma plantinha pela qual sente uma grande atração por ela. Na realidade isto é a lei da correspondência. Muitas vezes uma pedrinha atrai a nossa atenção, pegamo-la e ficamos muito tempo com ela nas mãos e poderemos ter algum tipo de sensação. Isto é a lei da correspondência em ação. Quando assim acontece com grande intensidade que a sensação é prazerosa é bom que guardemos aquela pedrinha, até mesmo mantendo-a em contacto conosco, pois as vibrações dela podem nos harmonizar. Por outro lado se a sensação for de desconforto devemos nos livrar dela o mais breve possível.

A empatia, a atração entre pessoas, ou seja, a afinidade tem muito ver com o Princípio da Correspondência. O entendimento deste princípio facilita muito as coisas do dia a dia, pode condicionar um viver melhor. Pode condicionar uma união conjugal mais duradoura, pode condicionar uma vida mais feliz por se residir num lugar harmônico, etc.

Em um tema bem anterior, quando falamos da energia sutil, dissemos que se podem aumentar nossas reservas a partir de um vegetal, ou mesmo de um mineral. Falamos de um exercício que consiste em colocar a coluna vertebral em contacto com uma rocha, ou com uma árvore. Agora podemos acrescentar que o vegetal, ou a rocha, devem ser harmônicas com a pessoa.

No reino animal uma pessoa pode ter afinidade com algum animal em especial, mas às vezes é com uma espécie inteira. É comum algumas pessoas terem afinidades com determinado tipo de animal tais como gatos, enquanto outras terem com cachorros, outras com peixes, outras com determinados tipos de pássaros. O mesmo acontece com relação ao reino vegetal, existem lavradores que até mesmo não sabem o porquê de preferirem determinadas culturas independentemente do lado lucrativo. O mesmo se pode dizer da afinidade das pessoas com determinados minerais, especialmente com as pedras; uns ficam encantados com o rubi, outros com ametista, outro com água-marinha e assim por diante. Baseada nisto a pessoa deve procurar sempre que for possível se acercar das coisas afins, pois estas tendo ressonância harmônica com a pessoa, por certo lhe facilitam o viver.

A lei da correspondência é o resultado da ressonância vibratória, portanto é um princípio decorrente da vibração constitutiva do universo. Por esta razão não é fácil mudar o grau de afinidade entre pessoas e coisas, a não ser quando o adepto sabe como alterar temporariamente a sua vibração pessoal, pois somente assim ele pode manter a sintonia com coisas diferentes. Modificando a sua vibração básica ele passa a ser harmônico com outras freqüências que antes lhes eram desarmônicas.

  


O Princípio de Causa e Efeito

 JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.


" Dize, náo é mais belo o vasto
oceano que uma gota?"

Arthur Veloso


Dissemos que ao nível da CRIAÇÃO PRIMORDIAL que se manifesta em Kether há 3 leis e como conseqüência três níveis de complexidade.

Os 4 - “mundos” - estudados pela Cabala:
AZILUT = Nível da Emanação = 6 leis = 6 níveis de complexidade = 6 níveis de dificuldades.

BERIAH = Nível da Criação = 12 leis = 12 níveis de complexidade = 12 níveis de dificuldades.

YEZIRAH = Nível da Formação = 24 leis = 24 níveis de complexidade = 24 níveis de dificuldades.

ASIYAH = Nível da Manifestação = 48 leis = 48 níveis de complexidade = 48 níveis de dificuldades.

MUNDOS INFERIORES = 98 leis = 98 níveis de complexidade = 48 níveis de dificuldades.

Em decorrência da progressão crescente das leis e das conseqüentes dificuldades reside a razão pela qual é tão difícil se viver no mundo material. A pessoa está sujeita 48 leis, a 48 níveis de dificuldades. O que é ainda pior, as dificuldades não são lineares, elas se combinam.

O desenvolvimento espiritual torna-se mais fácil se a pessoa não somar dificuldades. Seja qual for o problema, a dificuldade está contida numa das 48 dificuldades básicas. Uma dificuldade sempre tem uma causa e por sua vez é sempre efeito de uma de uma outra dificuldade.

Se uma pessoa se encontra em uma dificuldade deve procurar resolve-la antes que surja uma segunda, uma terceira, e assim por diante, pois resultará um emaranhado tão grande que a pessoa nem sabe como começar a resolver os múltiplos problemas. Deve-se ter em mente que qualquer problema é sempre causa e o efeito serão outras dificuldades.
O que é em baixo é como o que é em cima, PRINCIPIO DA CORRESPONDÊNCIA, portanto o PRINCIPIO DE CAUSA E EFEITO, de uma certa forma, é decorrência da própria causa cósmica, como veremos a seguir.

Desde que se tenha em mente que há uma causa anterior até mesmo para a totalidade do Universo é fácil se entender que tudo que existe tem uma causa, que todas as coisas são NADA mais do que o efeito de alguma coisa preexistente. Portanto toda causa tem um efeito e todo o efeito tem sempre uma causa, eis um ciclo cósmico de existência.

Este princípio destrói toda a nossa idéia de que algo possa existir por acaso. O acaso não existe, sempre leis e princípios regem todas as manifestações. Sempre, por mais aleatório que algo pareça ser, na realidade houveram leis, houveram coisas que contribuíram para que tal ocorresse exatamente daquela forma e não de outra.

No Universo coisa alguma é criada, toda criação preexiste. Na realidade, no máximo, podemos dizer que na natureza NADA se cria, tudo se transforma como disse o sábio francês Lavoisier.

Nós, coisa alguma podemos criar, apenas, em casos bem especiais, nos é dado a capacidade de transformar e na maior parte das vezes a rigor nem mesmo transformações podemos fazer. No mais das vezes nem ao menos pode-se efetivar uma real transformação pois na realidade o que se efetiva é uma “extração” de algo de um outro algo preexistente. Pode-se fazer surgir algo mas que já está implícito em alguma coisa. Suponhamos que um escultor faça um estatueta de madeira. A rigor aquela estatueta não é uma criação, e nem mesmo uma transformação. Trata-se de uma extração porque ela materialmente já está contida na madeira de onde foi extraída segundo a idéia do escultor. Este não poderia criar se não houvesse a madeira e nem retira-la da madeira se não houvesse a idéia. Tudo no mundo, de uma certa forma, vem da mente, até mesmo o próprio universo.

A causa da estatueta existe tanto na madeira quanto na mente do escultor, sem essas duas coisas não haveria surgimento de estatueta alguma. Ela é um efeito que tem como causa a madeira e a idéia. A madeira por sua vez é um efeito que tem como causa os elementos que se estruturaram para originá-la. Por sua vez os elementos têm como causa a energia que se organizou segundo um padrão vibratório específico. A energia teve como fonte primordial o NADA. Vemos pois que tudo é efeito e é causa ao mesmo tempo constituindo uma manifestação cíclica. Os dois princípios estão explícitos, o de causa e efeito é o ciclo, acontecendo em decorrência da natureza descontinua do universo.

A tudo está ligado algo precedente, as coisas são como elos de uma corrente, sempre tem um precedente, causa , e um subsequente, efeito. Não há corrente se não existirem os eles em seqüência.

A LEI DE CAUSA E EFEITO se analisada isoladamente, a não existência do acaso, leva a pessoa à aceitação do fatalismo como algo inerente a tudo quanto há. Muitos estudiosos profanos dos Princípios Herméticos têm incidido nesse engano terrível no qual não recai o Iniciado.

É um engano que é capaz de levar à uma degeneração do caráter. Leva a pessoa a pensar assim: Se tudo é efeito de uma causa consequentemente não há em situação alguma culpabilidade. Se existe uma causa determinante, para tudo, se existe uma lei universal fazendo com que inexista efeito sem causa logo tudo aquilo que se venha cometer é o cumprimento de uma lei , é algo que decorre de uma causa determinante vice-versa. Estabelece-se assim um ciclo sem começo e sem fim dentro do qual a pessoa jamais seria culpada dos seus próprios atos, não existiriam culpas, erro algum em seja lá o que for culposo, haveria então um destino inexorável.

Agora voltamos ao exercício mental usado em outras palestras. Por mais remota que esteja efeito este poderá ser a causa de um outro mais distante ainda em ambos os sentidos, ainda haverá uma causa possível e, por mais que tentemos examinar um efeito ainda é possível ser este causa de um outro e assim sucessivamente assim vemos que o paradoxo de Zenão se faz presente.

A criação é o resultado da transformação da continuidade do NADA na descontinuidade das coisas criadas. Como analogia podemos dizer que a continuidade seria como uma peça de um dominó e a criação uma sucessão de peças colocadas de pé lado a lado. Derrubando-se uma peça isolada ela cai de uma vez, mas o mesmo não acontece quando se derruba uma que estiver colocada dentro da sucessão de peças. Nesta condição ocorre uma onda de transmissão de quedas, uma peça é causa da queda da seguinte e vice-versa versa. Uma é causa e outra efeito e vice versa.

O ciclo de causa / efeito por ser Cósmico está no Infinito, portanto a esse nível ele é imanifesto. A origem deste ciclo está no Infinito e como o Infinito está em toda parte e em todo tempo, existe consequentemente uma forma dele ser penetrado e assim ser rompido a continuidade perene.

O CICLO CAUSA / EFEITO EMBORA INFINITO É PENETRÁVEL. [1]

Temos mostrado que na origem de tudo está o querer, que o querer é a mais significativa das faces do PODER SUPERIOR que se nos apresenta. Temos dito que tudo se faz pelo querer, que até mesmo todo o Universo é um fruto do querer CÓSMICO. O QUERER - Principio Ativo do NADA (RA) - agiu sobre a essência primordial - Princípio Passivo, receptivo, do NADA ( Ma ) - fazendo-o vibrar, e a criação se fez.

Assim o QUERER gerou o ciclo CAUSA / EFEITO e só esse mesmo QUERER pode interrompe-lo, evidentemente. O QUERER é inerente à CONSCIÊNCIA , portanto ele querer está presente onde quer que a CONSCIÊNCIA esteja e assim sendo, embora o ciclo CAUSA / EFEITO seja um dos Princípios Cósmicos na criação, ele pode ser penetrado, pode ser detido pelo querer.

Só o QUERER, portando, pode anular ou modificar o determinismo, portanto o absoluto não existe. Existe sim o destino relativo e que nada mais é do que um aspecto do Principio de Causa / Efeito.

Como vimos, o querer é u o único poder capaz de penetrar os Princípios Cósmicos citados como PRINCÍPIOS HERMÉTICOS.



Notas:

[1] - O filósofo grego Zenão propôs o seguinte enigma: Uma corrida entre uma tartaruga e o maior corredor grego Aquiles. Dizia Zenão, coloque-se uma tartaruga à uma determinada distância na frente do corredor Aquiles. Suponham que num dado momento seja dado partida simultânea de uma corrida entre a tartaruga e Aquiles. Quando Aquiles chegasse no ponto em que a tartaruga estava no início da corrida esta, por mais lenta que fosse, já haveria se deslocado um tanto para diante, quando esse segundo ponto fosse atingido por Aquiles a tartaruga, evidentemente, já haveria se deslocado um tanto para diante e assim sucessivamente. Teoricamente jamais a tartaruga seria alcançada por Aquiles. A prática, porém, mostra que isso não é verdadeiro pois rapidamente Aquiles ultrapassaria a tartaruga. Como explicar esse paradoxo ? - O espaço, tal como ele se nos apresenta, é descontinuo, como descontinuo é tudo aquilo que existe no universo criado. Portanto, entre uma fração de descontinuidade do espaço e outra é que ocorres a ultrapassagem. Se o espaço dentro do universo fosse contínuo jamais Aquiles ultrapassaria a tartaruga porque sempre haveria um ponto mais adiante para a tartaruga, por menos que fosse esse espaço, até atingir o infinito.

Dentro de um conceito muito abstrato e sutil isto é verdadeiro. Ainda não podemos revelar, escrever neste nível pois trata-se de um conhecimento bem transcendental e de uma certa forma inefável.


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A natureza das religiões


JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

flor
Pensamento lógico é importante
"Vigiemos nossos pensamentos, porque do pensamento provém a ação..."
Pensamento Budista


Analisamos em palestras anteriores alguns pontos que dizem respeito à natureza do pensamento, e alguns aspectos das estruturações estabelecidas a partir dele. Vimos que toda e qualquer imagem de Deus que se possa criar, quer seja ela uma imagem morfológica, ou mesmo atributiva, sempre ela é inexata. Por mais que tentemos construir a imagem de Deus, por mais atributos positivos que lhe acreditemos ainda assim ela não é verdadeira. Por mais que tentemos acabamos sempre creando uma imagem segundo nossa maneira pessoal de pensar, de perceber, e de compreender, literalmente baseada pensamentos colhidos na memória, que, conforme já estudamos trata-se de um registro limitado e deformado das coisas.


Nenhuma imagem de Deus sequer aproxima-se da realidade desde trata-se sempre de uma mera montagem estabelecida a partir de qualidades restritas constantes da memória pessoal. A partir dessa premissa, vamos tecer alguns comentários a respeito das doutrinas instituídas.

De inicio, podemos dizer que o mesmo que acontece com a imagem de Deus acontece também com todas as doutrinas e religiões existentes. Tudo o que tem sido escrito e pregado a respeito de doutrinas e religiões, na realidade, diz respeito apenas á uma estruturação também montada segundo padrões de memória expressos pelos pensamentos.

Uma religião não pode conter mais que aquilo que existe na memória do seu fundador, do iniciador. Se alguém se propõe criar uma seita, uma doutrina ou religião, no máximo ela apenas conseguem criar uma imagem segundo valores que existem registrados na sua própria memória. Isto é o que ocorre, em maior ou em menor grau com todas as doutrinas existentes.

Na verdade somente religiões estabelecidas por emissários incorpóreos que independem do pensamento é que podem ter um elevado coeficiente de verdade. Mesmo assim a estruturação e desenvolvimento da doutrina dependerá de pessoas, sujeitas ao pensar e, sendo assim, a partir disso inexoravelmente ocorrem imensas distorções.

O que acabamos de referir aconteceu com a doutrina pregada por Jesus e outros seres transcendentais, que foram totalmente modificadas, chegando a um ponto de haver um grande número de sistemas derivativos.

É praticamente impossível uma pessoa estruturar uma religião exatamente como é pregada pelo seu iniciador. O Iniciador pode até mesmo não depender do pensamento, mas os seus discípulos sim.

Quando o Iniciador tem Natureza Divina, ou quando ele ensina o que recebe pela via da verdadeira intuição, então, o que diz e sente pode corresponder à verdade, mas mesmo assim como tem que ensinar para pessoas limitadas ele percebe somente pode transmitido de forma incompleta. Aquele que escuta faz uso do pensar, e do raciocinar, e isto modela o que ouve segundo sua maneira própria de pensar.

Não temos dúvida de que Jesus quando vivenciou a existência terrena Ele concebia muito alem de todos os limites de compreensão factível aos seres humanos, contudo Ele teve que adequar e equalizar os seus ensinamentos à capacidade limitada das pessoas.

Não podemos dizer se um iniciador que detenha um corpo físico - meio limitante - possa manifestar o nível pleno da intuição, pois, como já dissemos em outra palestra, a intuição via de regra aflora através do pensamento. Sendo assim o pensamento interfere e a mensagem acaba por perder sua natureza essencial. Esta se torna tanto mais ou tanto menos mascarada por outros valores oriundos que tem como origem a própria memória e que são veiculados pelo pensamento.

Por mais verdadeira que seja uma doutrina, por mais límpidos que sejam os seus ensinamentos, temos que levar em conta que a mensagem é transmitida a pessoas e evidentemente estas não a utilizam pura por dependerem do pensamento. Muitas vezes, nem mesmo as pessoas chegam a entender a mensagem com a devida clareza e daí passam a transmiti-la de uma forma pessoal, tornando-as, muitas vezes, uma mensagem viciada. Foi assim que a mensagem trazida por Jesus logo começou a ser transmitida de forma adulterada. Os Apóstolos, mesmo havendo sofrido uma abertura de consciência, ainda assim, por serem seres canais, estavam sujeitos as limitações inerentes à natureza carnal. Os seguidores destes, em maior grau ainda, limitaram e deformaram os Ensinamentos Crísticos, que chegaram até nossa época totalmente diversificada da origem.

Na realidade pode-se afirmar que todas as religiões ensinadas não chegam atingir um nível que esteja próximo a 100% da verdade.

Agora vejamos o porquê de um paradoxo que existe entre muitas doutrinas autênticas. Uma pessoa santa normalmente atribui suas qualidades a um determinado sistema religioso e chega a afirmar que o grau atingido por ele deve-se a uma determinada religião ou a algum santo ou Iniciador. Por certo, "santos homens" integrantes do Islamismo atribuem a purificação deles a Maomé, os do Budismo a Buda, os do Cristianismo a Jesus, e assim por diante. Jacob Boehme, por exemplo, falava de suas qualidades como dádivas do Espírito Santo, e só mencionava os seus valores segundo o modelo Cristão da sua época. Se ele fosse um Islamita, ou um Budista, ou um Xintoísta, as atribuições por ele conferidas seriam creditadas a outros seres e a outros ensinamentos.

Se uma pessoa estudar a vida de Jacob Boehme, de Santo Agostinho, de Lao Tsé, e uma gama imensa de pessoas que podem ser consideradas santas, verá que são bem diferentes naquilo que acreditam como religião. Uma Santa Teresa D'Ávila, um São Francisco, e tantos outros não admitiriam que alguém pudesse se santificar em outras doutrinas que não fosse o catolicismo. Assim acontece com muitos religiosos, eles não admitem salvação que não seja procedida em consonância com a religião que professam.

Muitas pessoas de elevado nível espiritual professam religiões que têm valores totalmente diversos entre elas e sendo assim persiste a indagação sobre qual delas é verdadeira. Se analisarmos com esta questão veremos que em todas as épocas existiram espíritos bem iluminados professando as mais diversificadas religiões, muitas destas falando o oposto uma das outras, e que ainda assim eles encontraram nelas o caminho verdadeiro.

Algumas vezes uma "pessoa santa" afirma uma coisa e uma outra chega até mesmo a afirmar o inverso, a dizer de forma totalmente diferente e mesmo assim a vida que levam pode ser considerada altamente espiritualizada. Por isto fica-se sem entender o porquê de valores heterogêneos poderem levar conduzir o ser a um mesmo ponto. Na realidade é assim porque se não fosse jamais alguém se purificaria desde que seja qual for o sistema este não é verdadeiro em sua plenitude, pois se tratam sempre de sistemas montados mediante pensamentos, segundo enfoques pessoais e coisas assim.

O que é significativo é que a pessoa purifica-se não pela religião em si, ou por algum dos poderes do seu Iniciador, mas sim por si mesmo. A religião age apenas como um suporte limitado, por uma metodização do viver pessoal. No máximo ela pode apresentar em seu contexto doutrinário ensinamentos que mesmo sendo limitados e não perfeitos ainda assim, se forem aceitos e praticados facilitam a caminhada da pessoa na busca da iluminação espiritual. Os valores mencionados pelas doutrinas são assimilados e praticados e assim a pessoa caminha passo a passo de encontro a Luz e na medida em que caminha amplia sua capacidade intuitiva e pode continuar assim na senda da purificação.



  


A ilusão do tempo



JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

"Seja vão e que tudo pareça real"
U. Foscolo



Quando se diz que o ser tem que se libertar da Mente, na verdade o que se pretende dizer é que ele tem que se libertar das limitações que são a mente.

A consciência contém o todo e a parte. Mesmo que se considere ilusão ainda assim as partes, de certa, forma existem e se existem devem constar no “É”. Seja qual for a coisa, ou condição, que real ou ilusoriamente exista deve fazer parte do “É”, logo é parte integrante da Consciência.

A mente se existe, quer ela seja realidade ou ilusão, está presente no “É” . Como o “É” se trata de um registro pleno poderia como tal deixar de conter todas as ilusões? Tudo o que faz parte do “É” não se extingue porque o “É” é eterno desde que ele está fora do espaço-tempo.
Sejam como realidades ou como ilusões os elementos constitutivos da mente aprisionam o ser, setorizando e limitando a percepção que se tem da Consciência. No conto dos cegos e do elefante a condição do não ver o animal por completo, sem dúvida, o limita. Assim também há condições que limitam a Consciência condicionando e limitando a percepção. É preciso que se tenha uma compreensão exata sobre a natureza dos elementos limitantes que em sua totalidade compreende a mente.

Um dos principais meios que limita a percepção do todo é a falsa idéia de tempo linear. O Tempo, como algo absoluto, é o mais importante elemento presente na Consciência, mas como no processo do “se ver em parte” ocorre o surgimento então esta modifica o tempo absoluto gerando o tempo seqüencial – tempo linear, ou tempo cronológico.

A única realidade está representada como o “É”. Coisa alguma está fora dele, pois se fosse de outra forma não seria infinito. No “É”, em termos de tempo, só existe o Eterno Agora, portanto não há passado e nem futuro, somente presente. Transportando ao sentido gramatical poderemos dizer que no Eterno Agora só há o tempo verbal presente.

É a mente quem gera a idéia de passado e de futuro e isto funciona de forma fazer parecer que existem dois mundos distintos, o Transcendente e o Imanente. Na verdade o Imanente se baseia na condição de manifestação parcial da Consciência. No conto do elefante, para os cegos a parte percebida por cada um representaria o elefante. Na Consciência ocorre o mesmo, a parte percebida por cada ser compõe um mundo distinto – mundo imanente – mas que não é o verdadeiro mundo-Transcendente. A percepção parcial é que motiva a existência aparente de um outro mundo – Imanente.

O não perceber o tempo como algo absoluto e infinito gera a ilusão de tempo linear. Nesta condição ele se apresenta de forma tríplice: passado, presente, e futuro. Mas, a ilusão do tempo é tão marcante que faz com que seja tremendamente difícil a pessoa de dissociar dela. O Imanente é um mundo baseado em passado e futuro e onde não há lugar para o presente, para o agora. Quando é o presente – agora? Jamais ele é encontrado no Mundo Imanente, neste mundo que aceitamos como algo real e concreto. Voltamos a lembrar um exercício mental que já utilizamos em outras palestras. Tome como exemplo uma hora qualquer como, por exemplo, Meia Noite. Quando ocorre a meia noite? Quando é o agora da Meia Noite? Faltam 10 minutos, falta um minuto, um segundo, um nanosegundo, e assim por dia nesse processo cada vez o tempo faltante diminui, mas quando é que ele zera? Em nível de tempo linear jamais se chega a atingir a Meia Noite. Isto tende para infinito, portanto somente no infinito ocorre o agora, contudo quando isto acontece, em se tratando de Infinito, já não é mais Imanência e sim Transcendência. Tempo infinito é Eterno Agora uma condição somente existe como o “É”. Por outro lado, no “É” – Eterno Agora – não pode haver nem passado e nem futuro, pois tudo “ali” é presente, tudo é agora. Mas, ver isto é ver a totalidade. As partes do elefante são as partes do tempo, é como se fosse tempo fracionado, o que equivaleria a dividir o Tempo Absoluto, que equivaleria a dividir o indivisível.

Vemos que ao se falar de Mundo Imanente tem-se que eliminar o presente onde somente os únicos tempos verbais aplicáveis são passado e futuro. Contudo, devemos examinar o passado. Esta é uma condição que só existe no presente. Algo que sentimos, como passado, quando ocorreu ele era presente. Considere uma ação qualquer do passado e veja que ao ocorrer ela era presente. Então como é que fica, se o agora – o presente – não existe! Então o passado só existiria no Transcendente, mas já dissemos que no Transcendente o que existe é o Eterno Agora em que não pode haver passado e nem futuro, pois se assim não fosse aquilo perderia a condição de Eterno Agora. Como então sair desse paradoxo? Entendendo-se que tudo é “agora”, que passado e futuro são artifícios da mente e, desde que não põem existir tanto no Mundo Imanente quanto no Transcendente. Assim há de se convir que aquilo que se acredita ser o passado é uma mera ilusão, um artifício da mente que diz respeito à percepção limitada ao nível de Consciência.

Evento algum ocorre no passado, pois quando ele ocorreu era presente, e se presente ocorre no “É”. Presente é uma condição única do Transcendente. Isto mostra que a idéia de passado é um artifício mental, e que tudo ocorre no presente, tudo existe e ocorre somente no “É”.

A análise do passado mostra claramente que o mundo imanente é pura ilusão. Trata-se de uma armadilha da mente cujo objetivo é assegurar a individualidade e a manutenção do Ego


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A importância dos Princípios Herméticos



JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

" A virtude não consiste na indigência,

muito menos na opulência, mas na
siplicidade da vida."
Do Caminho Óctuplo - BUDA


fogo
O Fogo é um dos símbolos da Ordem
Assim como é em cima é embaixo...

O que está expresso nesta declaração faz parte dos chamados Princípios Herméticos - Princípio da Correspondência - sido a base dos ensinamentos de Thoth e aceito como verdade fundamental das mentes conscientes.

Nesta afirmativa Thoth indica que o mundo objetivo é apenas um espelho do céu, ou seja, que os padrões existentes no mundo inferior são reproduções dos padrões do mundo superior, existindo, portanto uma conexão íntima entre o divino e as formas exteriores que constituem o mundo imanente.
O imenso cabedal de ensinamentos de Thoth, em parte, é descrito numa obra conhecida pelo nome de Corpus Hermeticum.

No Corpus Hermeticum ensinamentos cosmológicos são apresentados sob a forma de diálogos entre Hermes - Thoth - e várias outras deidades egípcias, inclusive Ísis. Estudiosos mostram que trata-se de um texto verdadeiramente original.

O conteúdo da mencionada obra, em sua maior parte é composto pelo que Thoth escreveu sobre a polaridade do universo definindo-o em termos de treva e luz, de mal e bem, e assim por diante. Ele faz ver a polaridade do mundo imanente e não no sentido de dualismo cósmico. Isto está bem claro quando diz "...semelhante e dessemelhante são uma coisa só...", significa exatamente o principio da polaridade.

Pelos ensinamentos de Thoth foram estabelecidas as bases que constituem os ensinos das várias organizações de estudos herméticos no que dizem respeito à visão do mundo.

Realmente a visão universal hermética tem muito em comum com a filosofia de Platão.

Indubitavelmente para os antigos egípcios Thoth era " a personificação da Mente de Deus, o Mestre Supremo de Sabedoria. Essencialmente a religião dele era a Religião da Luz. Como Luz era o Pai da Religião de Iluminação (os Mistérios da Luz e de um Nascimento divino), assim era Vida, o cônjuge dele, a Mãe da Religião de Alegria ". (TGH)

Nem todos os estudiosos, mesmo muitos que integram grupos de estudos direcionados já chegaram à conclusão de que os Princípios Herméticos não são apenas simples condições inerentes ao universo, ainda não se deram conta de que na realidade eles constituem a própria base de tudo quanto há.

Certamente a "Árvore da Vida" da Cabala representa a planta arquitetônica de tudo quanto há no mundo da Imanência, o seu "modus faciendi" enquanto que os Princípios Herméticos podem ser considerados como o "Modus Operandi", ou seja, a manifestação da Lei.

Isto que estamos falando indica que os Princípios Herméticos manifestam-se segundo um modelo que é representado esquematicamente pela "Árvore da Vida" e não segundo um padrão aleatório. A árvore é o modelo de organização do caos cuja distribuição ordena-se mediante desdobramentos da Lei manifestada consoante aos princípios Herméticos.

Podemos considerar que em tese todos os princípios resumem-se em um só desde que eles estão intimamente relacionados entre si sendo difícil estabelecer o limite onde termina um e tem início o outro, pois geralmente eles interpenetram-se. Naturalmente não poderia ser diferente desde que apenas existe UM.

Inicialmente ao estudar os 7 Princípios Herméticos o discípulo não percebe o quanto eles significam, ao nível de conhecimentos que eles encerram. Não podemos afirmar o percentual exato, mas acreditamos que 99% de tudo quando se percebe no mundo imanente são manifestações ligadas ao Princípio da Vibração. " Nada está parado, tudo se move, tudo vibra " - O Cabailion ".

Obviamente a vibração é a base de todo o universo imanente, de toda creação. Na verdade somente as manifestações daquilo que temos em algumas palestras de "Faces do Poder Superior" é que não vibra, ainda assim aqueles que conseguem penetrar no entendimento sobre o 9º Princípio, correspondente à "Nona Hora" mencionada no Nuctemeron de Apolônio de Tiana, sentem que não podem ser consideradas fora do limite dos Princípios Herméticos.

É pela vibração que a absoluta unidade de Deus manifesta-se na imensa variedade dos mundos. - Huberto Rhoden.
O limite das percepções faz com que a mente aceite a existência de princípios independentes quando na realidade só existe UM.

Leis e mais leis são mencionadas pela ciência, mas todas resumem-se numa só.

Indubitavelmente vivemos na terra imerso num oceano de vibrações que nos cercam por todos os lados, e isto tem grande significação em decorrência da ressonância vibratória. Quando estudamos algumas peculiaridades das vibrações no temas iniciais falamos que nunca um som mantém-se isolado. Qualquer som geral outro sons.

Mesmo que apenas uma corda de um piano seja percutida não ocorre apenas a nota correspondente isoladamente, pois inúmeras outras cordas vibram em uníssono mesmo sem que hajam sido percutidas.

Isto que estamos falando não diz respeito somente à uma nota musical mas a tudo quanto existe. Uma vibração qualquer ressoa num incalculável número de coisas existentes, e quando nos referimos a coisas estão incluídos também os seres vivos em geral e o humano em particular.

Temos que considerar que somos seres inter-agentes com todo o Universo desde que estamos sujeitos às leis que regem o movimento vibratório. Se nossa constituição física é material e matéria nada mais é do que manifestação vibratória logicamente vivemos sujeitos às leis da ressonância vibratória.

Esta palestra é o preâmbulo de uma temática de imensa significação, mas que mesmo assim tem sido totalmente negligenciada pelas pessoas - os sons.