Venerable Academy of Hermetic Philosophy

Exclusive mystical-philosophical organization for invited Hermetic Instructors.

Contact: vafh@proton.me

=======

Venerable Academy of Hermetic Philosophy

Contact: vafh@proton.me

Venerável Academia de Filosofia Hermética

Organização místico-filosófica exclusiva para Instrutores herméticos convidados. 

Venerável Academia de Filosofia Hermética

Blog: https://vafhermetica.blogspot.com/

============


A natureza das religiões


JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

flor
Pensamento lógico é importante
"Vigiemos nossos pensamentos, porque do pensamento provém a ação..."
Pensamento Budista


Analisamos em palestras anteriores alguns pontos que dizem respeito à natureza do pensamento, e alguns aspectos das estruturações estabelecidas a partir dele. Vimos que toda e qualquer imagem de Deus que se possa criar, quer seja ela uma imagem morfológica, ou mesmo atributiva, sempre ela é inexata. Por mais que tentemos construir a imagem de Deus, por mais atributos positivos que lhe acreditemos ainda assim ela não é verdadeira. Por mais que tentemos acabamos sempre creando uma imagem segundo nossa maneira pessoal de pensar, de perceber, e de compreender, literalmente baseada pensamentos colhidos na memória, que, conforme já estudamos trata-se de um registro limitado e deformado das coisas.


Nenhuma imagem de Deus sequer aproxima-se da realidade desde trata-se sempre de uma mera montagem estabelecida a partir de qualidades restritas constantes da memória pessoal. A partir dessa premissa, vamos tecer alguns comentários a respeito das doutrinas instituídas.

De inicio, podemos dizer que o mesmo que acontece com a imagem de Deus acontece também com todas as doutrinas e religiões existentes. Tudo o que tem sido escrito e pregado a respeito de doutrinas e religiões, na realidade, diz respeito apenas á uma estruturação também montada segundo padrões de memória expressos pelos pensamentos.

Uma religião não pode conter mais que aquilo que existe na memória do seu fundador, do iniciador. Se alguém se propõe criar uma seita, uma doutrina ou religião, no máximo ela apenas conseguem criar uma imagem segundo valores que existem registrados na sua própria memória. Isto é o que ocorre, em maior ou em menor grau com todas as doutrinas existentes.

Na verdade somente religiões estabelecidas por emissários incorpóreos que independem do pensamento é que podem ter um elevado coeficiente de verdade. Mesmo assim a estruturação e desenvolvimento da doutrina dependerá de pessoas, sujeitas ao pensar e, sendo assim, a partir disso inexoravelmente ocorrem imensas distorções.

O que acabamos de referir aconteceu com a doutrina pregada por Jesus e outros seres transcendentais, que foram totalmente modificadas, chegando a um ponto de haver um grande número de sistemas derivativos.

É praticamente impossível uma pessoa estruturar uma religião exatamente como é pregada pelo seu iniciador. O Iniciador pode até mesmo não depender do pensamento, mas os seus discípulos sim.

Quando o Iniciador tem Natureza Divina, ou quando ele ensina o que recebe pela via da verdadeira intuição, então, o que diz e sente pode corresponder à verdade, mas mesmo assim como tem que ensinar para pessoas limitadas ele percebe somente pode transmitido de forma incompleta. Aquele que escuta faz uso do pensar, e do raciocinar, e isto modela o que ouve segundo sua maneira própria de pensar.

Não temos dúvida de que Jesus quando vivenciou a existência terrena Ele concebia muito alem de todos os limites de compreensão factível aos seres humanos, contudo Ele teve que adequar e equalizar os seus ensinamentos à capacidade limitada das pessoas.

Não podemos dizer se um iniciador que detenha um corpo físico - meio limitante - possa manifestar o nível pleno da intuição, pois, como já dissemos em outra palestra, a intuição via de regra aflora através do pensamento. Sendo assim o pensamento interfere e a mensagem acaba por perder sua natureza essencial. Esta se torna tanto mais ou tanto menos mascarada por outros valores oriundos que tem como origem a própria memória e que são veiculados pelo pensamento.

Por mais verdadeira que seja uma doutrina, por mais límpidos que sejam os seus ensinamentos, temos que levar em conta que a mensagem é transmitida a pessoas e evidentemente estas não a utilizam pura por dependerem do pensamento. Muitas vezes, nem mesmo as pessoas chegam a entender a mensagem com a devida clareza e daí passam a transmiti-la de uma forma pessoal, tornando-as, muitas vezes, uma mensagem viciada. Foi assim que a mensagem trazida por Jesus logo começou a ser transmitida de forma adulterada. Os Apóstolos, mesmo havendo sofrido uma abertura de consciência, ainda assim, por serem seres canais, estavam sujeitos as limitações inerentes à natureza carnal. Os seguidores destes, em maior grau ainda, limitaram e deformaram os Ensinamentos Crísticos, que chegaram até nossa época totalmente diversificada da origem.

Na realidade pode-se afirmar que todas as religiões ensinadas não chegam atingir um nível que esteja próximo a 100% da verdade.

Agora vejamos o porquê de um paradoxo que existe entre muitas doutrinas autênticas. Uma pessoa santa normalmente atribui suas qualidades a um determinado sistema religioso e chega a afirmar que o grau atingido por ele deve-se a uma determinada religião ou a algum santo ou Iniciador. Por certo, "santos homens" integrantes do Islamismo atribuem a purificação deles a Maomé, os do Budismo a Buda, os do Cristianismo a Jesus, e assim por diante. Jacob Boehme, por exemplo, falava de suas qualidades como dádivas do Espírito Santo, e só mencionava os seus valores segundo o modelo Cristão da sua época. Se ele fosse um Islamita, ou um Budista, ou um Xintoísta, as atribuições por ele conferidas seriam creditadas a outros seres e a outros ensinamentos.

Se uma pessoa estudar a vida de Jacob Boehme, de Santo Agostinho, de Lao Tsé, e uma gama imensa de pessoas que podem ser consideradas santas, verá que são bem diferentes naquilo que acreditam como religião. Uma Santa Teresa D'Ávila, um São Francisco, e tantos outros não admitiriam que alguém pudesse se santificar em outras doutrinas que não fosse o catolicismo. Assim acontece com muitos religiosos, eles não admitem salvação que não seja procedida em consonância com a religião que professam.

Muitas pessoas de elevado nível espiritual professam religiões que têm valores totalmente diversos entre elas e sendo assim persiste a indagação sobre qual delas é verdadeira. Se analisarmos com esta questão veremos que em todas as épocas existiram espíritos bem iluminados professando as mais diversificadas religiões, muitas destas falando o oposto uma das outras, e que ainda assim eles encontraram nelas o caminho verdadeiro.

Algumas vezes uma "pessoa santa" afirma uma coisa e uma outra chega até mesmo a afirmar o inverso, a dizer de forma totalmente diferente e mesmo assim a vida que levam pode ser considerada altamente espiritualizada. Por isto fica-se sem entender o porquê de valores heterogêneos poderem levar conduzir o ser a um mesmo ponto. Na realidade é assim porque se não fosse jamais alguém se purificaria desde que seja qual for o sistema este não é verdadeiro em sua plenitude, pois se tratam sempre de sistemas montados mediante pensamentos, segundo enfoques pessoais e coisas assim.

O que é significativo é que a pessoa purifica-se não pela religião em si, ou por algum dos poderes do seu Iniciador, mas sim por si mesmo. A religião age apenas como um suporte limitado, por uma metodização do viver pessoal. No máximo ela pode apresentar em seu contexto doutrinário ensinamentos que mesmo sendo limitados e não perfeitos ainda assim, se forem aceitos e praticados facilitam a caminhada da pessoa na busca da iluminação espiritual. Os valores mencionados pelas doutrinas são assimilados e praticados e assim a pessoa caminha passo a passo de encontro a Luz e na medida em que caminha amplia sua capacidade intuitiva e pode continuar assim na senda da purificação.



  


A ilusão do tempo



JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

"Seja vão e que tudo pareça real"
U. Foscolo



Quando se diz que o ser tem que se libertar da Mente, na verdade o que se pretende dizer é que ele tem que se libertar das limitações que são a mente.

A consciência contém o todo e a parte. Mesmo que se considere ilusão ainda assim as partes, de certa, forma existem e se existem devem constar no “É”. Seja qual for a coisa, ou condição, que real ou ilusoriamente exista deve fazer parte do “É”, logo é parte integrante da Consciência.

A mente se existe, quer ela seja realidade ou ilusão, está presente no “É” . Como o “É” se trata de um registro pleno poderia como tal deixar de conter todas as ilusões? Tudo o que faz parte do “É” não se extingue porque o “É” é eterno desde que ele está fora do espaço-tempo.
Sejam como realidades ou como ilusões os elementos constitutivos da mente aprisionam o ser, setorizando e limitando a percepção que se tem da Consciência. No conto dos cegos e do elefante a condição do não ver o animal por completo, sem dúvida, o limita. Assim também há condições que limitam a Consciência condicionando e limitando a percepção. É preciso que se tenha uma compreensão exata sobre a natureza dos elementos limitantes que em sua totalidade compreende a mente.

Um dos principais meios que limita a percepção do todo é a falsa idéia de tempo linear. O Tempo, como algo absoluto, é o mais importante elemento presente na Consciência, mas como no processo do “se ver em parte” ocorre o surgimento então esta modifica o tempo absoluto gerando o tempo seqüencial – tempo linear, ou tempo cronológico.

A única realidade está representada como o “É”. Coisa alguma está fora dele, pois se fosse de outra forma não seria infinito. No “É”, em termos de tempo, só existe o Eterno Agora, portanto não há passado e nem futuro, somente presente. Transportando ao sentido gramatical poderemos dizer que no Eterno Agora só há o tempo verbal presente.

É a mente quem gera a idéia de passado e de futuro e isto funciona de forma fazer parecer que existem dois mundos distintos, o Transcendente e o Imanente. Na verdade o Imanente se baseia na condição de manifestação parcial da Consciência. No conto do elefante, para os cegos a parte percebida por cada um representaria o elefante. Na Consciência ocorre o mesmo, a parte percebida por cada ser compõe um mundo distinto – mundo imanente – mas que não é o verdadeiro mundo-Transcendente. A percepção parcial é que motiva a existência aparente de um outro mundo – Imanente.

O não perceber o tempo como algo absoluto e infinito gera a ilusão de tempo linear. Nesta condição ele se apresenta de forma tríplice: passado, presente, e futuro. Mas, a ilusão do tempo é tão marcante que faz com que seja tremendamente difícil a pessoa de dissociar dela. O Imanente é um mundo baseado em passado e futuro e onde não há lugar para o presente, para o agora. Quando é o presente – agora? Jamais ele é encontrado no Mundo Imanente, neste mundo que aceitamos como algo real e concreto. Voltamos a lembrar um exercício mental que já utilizamos em outras palestras. Tome como exemplo uma hora qualquer como, por exemplo, Meia Noite. Quando ocorre a meia noite? Quando é o agora da Meia Noite? Faltam 10 minutos, falta um minuto, um segundo, um nanosegundo, e assim por dia nesse processo cada vez o tempo faltante diminui, mas quando é que ele zera? Em nível de tempo linear jamais se chega a atingir a Meia Noite. Isto tende para infinito, portanto somente no infinito ocorre o agora, contudo quando isto acontece, em se tratando de Infinito, já não é mais Imanência e sim Transcendência. Tempo infinito é Eterno Agora uma condição somente existe como o “É”. Por outro lado, no “É” – Eterno Agora – não pode haver nem passado e nem futuro, pois tudo “ali” é presente, tudo é agora. Mas, ver isto é ver a totalidade. As partes do elefante são as partes do tempo, é como se fosse tempo fracionado, o que equivaleria a dividir o Tempo Absoluto, que equivaleria a dividir o indivisível.

Vemos que ao se falar de Mundo Imanente tem-se que eliminar o presente onde somente os únicos tempos verbais aplicáveis são passado e futuro. Contudo, devemos examinar o passado. Esta é uma condição que só existe no presente. Algo que sentimos, como passado, quando ocorreu ele era presente. Considere uma ação qualquer do passado e veja que ao ocorrer ela era presente. Então como é que fica, se o agora – o presente – não existe! Então o passado só existiria no Transcendente, mas já dissemos que no Transcendente o que existe é o Eterno Agora em que não pode haver passado e nem futuro, pois se assim não fosse aquilo perderia a condição de Eterno Agora. Como então sair desse paradoxo? Entendendo-se que tudo é “agora”, que passado e futuro são artifícios da mente e, desde que não põem existir tanto no Mundo Imanente quanto no Transcendente. Assim há de se convir que aquilo que se acredita ser o passado é uma mera ilusão, um artifício da mente que diz respeito à percepção limitada ao nível de Consciência.

Evento algum ocorre no passado, pois quando ele ocorreu era presente, e se presente ocorre no “É”. Presente é uma condição única do Transcendente. Isto mostra que a idéia de passado é um artifício mental, e que tudo ocorre no presente, tudo existe e ocorre somente no “É”.

A análise do passado mostra claramente que o mundo imanente é pura ilusão. Trata-se de uma armadilha da mente cujo objetivo é assegurar a individualidade e a manutenção do Ego


********************


A importância dos Princípios Herméticos



JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

" A virtude não consiste na indigência,

muito menos na opulência, mas na
siplicidade da vida."
Do Caminho Óctuplo - BUDA


fogo
O Fogo é um dos símbolos da Ordem
Assim como é em cima é embaixo...

O que está expresso nesta declaração faz parte dos chamados Princípios Herméticos - Princípio da Correspondência - sido a base dos ensinamentos de Thoth e aceito como verdade fundamental das mentes conscientes.

Nesta afirmativa Thoth indica que o mundo objetivo é apenas um espelho do céu, ou seja, que os padrões existentes no mundo inferior são reproduções dos padrões do mundo superior, existindo, portanto uma conexão íntima entre o divino e as formas exteriores que constituem o mundo imanente.
O imenso cabedal de ensinamentos de Thoth, em parte, é descrito numa obra conhecida pelo nome de Corpus Hermeticum.

No Corpus Hermeticum ensinamentos cosmológicos são apresentados sob a forma de diálogos entre Hermes - Thoth - e várias outras deidades egípcias, inclusive Ísis. Estudiosos mostram que trata-se de um texto verdadeiramente original.

O conteúdo da mencionada obra, em sua maior parte é composto pelo que Thoth escreveu sobre a polaridade do universo definindo-o em termos de treva e luz, de mal e bem, e assim por diante. Ele faz ver a polaridade do mundo imanente e não no sentido de dualismo cósmico. Isto está bem claro quando diz "...semelhante e dessemelhante são uma coisa só...", significa exatamente o principio da polaridade.

Pelos ensinamentos de Thoth foram estabelecidas as bases que constituem os ensinos das várias organizações de estudos herméticos no que dizem respeito à visão do mundo.

Realmente a visão universal hermética tem muito em comum com a filosofia de Platão.

Indubitavelmente para os antigos egípcios Thoth era " a personificação da Mente de Deus, o Mestre Supremo de Sabedoria. Essencialmente a religião dele era a Religião da Luz. Como Luz era o Pai da Religião de Iluminação (os Mistérios da Luz e de um Nascimento divino), assim era Vida, o cônjuge dele, a Mãe da Religião de Alegria ". (TGH)

Nem todos os estudiosos, mesmo muitos que integram grupos de estudos direcionados já chegaram à conclusão de que os Princípios Herméticos não são apenas simples condições inerentes ao universo, ainda não se deram conta de que na realidade eles constituem a própria base de tudo quanto há.

Certamente a "Árvore da Vida" da Cabala representa a planta arquitetônica de tudo quanto há no mundo da Imanência, o seu "modus faciendi" enquanto que os Princípios Herméticos podem ser considerados como o "Modus Operandi", ou seja, a manifestação da Lei.

Isto que estamos falando indica que os Princípios Herméticos manifestam-se segundo um modelo que é representado esquematicamente pela "Árvore da Vida" e não segundo um padrão aleatório. A árvore é o modelo de organização do caos cuja distribuição ordena-se mediante desdobramentos da Lei manifestada consoante aos princípios Herméticos.

Podemos considerar que em tese todos os princípios resumem-se em um só desde que eles estão intimamente relacionados entre si sendo difícil estabelecer o limite onde termina um e tem início o outro, pois geralmente eles interpenetram-se. Naturalmente não poderia ser diferente desde que apenas existe UM.

Inicialmente ao estudar os 7 Princípios Herméticos o discípulo não percebe o quanto eles significam, ao nível de conhecimentos que eles encerram. Não podemos afirmar o percentual exato, mas acreditamos que 99% de tudo quando se percebe no mundo imanente são manifestações ligadas ao Princípio da Vibração. " Nada está parado, tudo se move, tudo vibra " - O Cabailion ".

Obviamente a vibração é a base de todo o universo imanente, de toda creação. Na verdade somente as manifestações daquilo que temos em algumas palestras de "Faces do Poder Superior" é que não vibra, ainda assim aqueles que conseguem penetrar no entendimento sobre o 9º Princípio, correspondente à "Nona Hora" mencionada no Nuctemeron de Apolônio de Tiana, sentem que não podem ser consideradas fora do limite dos Princípios Herméticos.

É pela vibração que a absoluta unidade de Deus manifesta-se na imensa variedade dos mundos. - Huberto Rhoden.
O limite das percepções faz com que a mente aceite a existência de princípios independentes quando na realidade só existe UM.

Leis e mais leis são mencionadas pela ciência, mas todas resumem-se numa só.

Indubitavelmente vivemos na terra imerso num oceano de vibrações que nos cercam por todos os lados, e isto tem grande significação em decorrência da ressonância vibratória. Quando estudamos algumas peculiaridades das vibrações no temas iniciais falamos que nunca um som mantém-se isolado. Qualquer som geral outro sons.

Mesmo que apenas uma corda de um piano seja percutida não ocorre apenas a nota correspondente isoladamente, pois inúmeras outras cordas vibram em uníssono mesmo sem que hajam sido percutidas.

Isto que estamos falando não diz respeito somente à uma nota musical mas a tudo quanto existe. Uma vibração qualquer ressoa num incalculável número de coisas existentes, e quando nos referimos a coisas estão incluídos também os seres vivos em geral e o humano em particular.

Temos que considerar que somos seres inter-agentes com todo o Universo desde que estamos sujeitos às leis que regem o movimento vibratório. Se nossa constituição física é material e matéria nada mais é do que manifestação vibratória logicamente vivemos sujeitos às leis da ressonância vibratória.

Esta palestra é o preâmbulo de uma temática de imensa significação, mas que mesmo assim tem sido totalmente negligenciada pelas pessoas - os sons.



Indagações sobre o Limite

JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

Antes da creação, onde existia Deus? É uma indagação que pode ser feita? - Num outro mundo! - Na verdade é uma maneira bem cômoda se dizer que existem dois mundos, um imanente contido num outro infinito transcendente, e que Deus existia neste antes da creação.

A admissão da existência de dois mundos distintos gera dificuldade quando se tenta entender o como existir dois mundos interligados sem que exista um terceiro que seria exatamente aquilo que liga os dois mundos. Se existir esse elo de ligação, então, têm que ser considerados três elementos e não apenas dois; o Transcendente, o Imanente, e o “elo de ligação” entre eles. Se não existir um elo de ligação entre os dois mundos, então eles são uma mesma coisa. Se existissem coisas independentes não existiria o absoluto. Aceitar a existência de coisas independentes como partes de algo absoluto requer a existência de um elo qualquer as ligando ao próprio absoluto.

Se existisse um mundo “imanente” e um outro “transcendente” sem que existisse um elo de ligação íntimo entre eles, por certo eles seriam totalmente independentes e, conseqüentemente, nem um e nem o outro poderia ser considerado absoluto. O conceito de independente é essencialmente relativo; algo é independente de outro, em tal ou qual nível, mas jamais em todos os níveis.

Numa outra palestra falamos de uma limitação que o Creador tem e que consiste na impossibilidade de criar o “dois” sem o “três”.

Não podem existir coisas independentes quando existe algum elo de ligação. No Cosmo tudo está unido, entre os dois mundos o elo é chamado de Fohat. Isto é valido, mas nesta palestra o nosso objetivo é abordar este questionamento à luz dos Princípios Herméticos, especialmente clarear mais o “Limite” e a “Unicidade” da existência.

Quando tentamos entender o onde termina um mundo e começa o outro nos vemos diante da importante indagação: Qual é o limite entre os mundos? O que é que estabelece o limite entre cada um deles? - Ou os mundos seriam totalmente independentes, o que anularia o Absoluto, ou existe uma “ponte de união” entre eles. Mas, mesmo admitindo-se a existência daquela “ponte” ainda assim permanece presente a mesma indagação. A pergunta permaneceria sem resposta e caberia esta outra: O termina um mundo e começa a “ponte”, onde esta termina e começa o outro mundo? O que serve de limite tanto à ponte quanto ao mundo? Mesmo admitindo-se que os dois mundos - não só ao mundo quando à qualquer coisa que se considere - fossem independentes a mesma indagação persiste: O que limita os mundos, o que limita as coisas?

Se as coisas fossem independentes entre si não poderia haver intercomunicação de quaisquer naturezas entre elas. Para ser plenamente independentes, é claro que entre elas, deveria existir um vazio absoluto, e no vazio não pode existir propagação de algo. Toda propagação exige um meio no qual ela se processa. Sem alguma forma de união cada coisa seria absoluta em si mesma e como não pode existir mais que um absoluto, então não existe independência plena.

Sempre nos defrontamos com a indagação a respeito do onde termina um mundo imanente e começa o elo, e do onde termina o elo e começa o mundo transcendente. Mas a indagação principal é: O que existe que possa ser considerado como limite entre os dois mundos ou entre duas coisas sejam elas quais forem? Onde termina o mundo imanente e começa o transcendente, o que os limita? Se existisse o elo de união, onde ele começa e termina? O que serve de limite entre o elo e os mundos? Também onde termina o imanente e começa o elo de união, e onde termina este e começa o transcendente. Tem que haver um limite, que limite é este, ele consiste em que?

Para que existam dois mundos é mister a existência de um elo, de uma ponte de união entre eles e isto nos obriga a buscar o onde termina um e começa o outro. Então vem a pergunta: O que estabelece a fronteira entre os dois mundos; o que constitui o elemento limitante?

Vamos analisar a matéria, vamos dividi-la até o nível das mais elementares subpartículas atômicas. Se existem partículas como unidades, então se pergunta: O que estabelece o limite entre uma subpartícula e outra? Um campo de força? Em que se propagaria a força? Num vazio absoluto não, no nada não poderia haver propagação alguma, pois se assim fosse aquele meio não seria o nada. E mesmo assim o que separaria a subpartícula do “nada”? O que separa, ou seja, o que serve de delimitação entre a subparticula e energia, ou entre esta e aquele algo que a antecede? - A própria condição de separação implica na presença de um elemento separador que serve de limite. O que é isto? Se formos dividindo as coisas chegamos até um nível de infinito, o mesmo acontecendo se formos ampliando. Apliquemos este mesmo raciocínio ao tempo e veremos que acontece o mesmo; o que separa um momento de outro momento. Qual a fração mínima de tempo? Na verdade não existe fração mínima de tempo, pois este sempre pode ser dividido até o infinito que é Uno.

O que dissemos a respeito do limite das coisas e do tempo também é valido para tudo quanto existe. Assim sendo vejamos a numeração. Quantos números positivos – maiores que 1 - existem? Quantos números negativos – menores que 1- existem? Quantas frações de número existem, por exemplo, entre 1 e 2?

Temos mostrado muitos casos em que a indagação sobre limite conduz à uma só conclusão: O Infinito. Quando se busca o limite de algo sempre se chega ao infinito. Na verdade não existe algo que possa ser considerado elemento limitante a não ser o Infinito.

O infinito está dentro e está fora de tudo. Na contagem ele sempre está entre dois números quaisquer que sejam eles, inteiros ou fracionários. Tudo o que for fracionado seguidamente chega-se ao Infinito e ser cada fração for por sua vez fracionada chega-se a um infinito de frações. Dentro de cada fração, novas subfrações e assim sucessivamente. Dentro de cada fração existem novas frações sendo o limite desta seqüência apenas o próprio Infinito, por isso se pode dizer que o dentro e o fora do infinito é o próprio infinito, que Tudo é Infinito.

Sempre que alguém faz escalada ela defronta-se com o infinito, não chega à coisa alguma além de Infinito, não passa daí, pois o infinito não pode ter limite algum, pois se o tivesse ele deixaria de ser infinito para se tornar finito. O Infinito simplesmente é sem limite por ser ele o limite, o limite de si mesmo. Esse tipo de análise nos conduz à uma única à conclusão lógica: Só existe uma coisa, o Infinito, tudo o mais são aparências, são ilusões, são o “mundo de maia”.

********************

Explorando o NADA

JOSÉ LAÉRCIO DO EGITO - F.R.C.

Na tentativa de desvendar a origem do universo físico, a ciência tem especulado a respeito do que existia antes, ou sobre a fonte original. Durante muito tempo foi dito que ele teve origem do "nada", mas isto leva à indagação: O que é o nada? - A esse respeito vejamos o que nos diz a ciência atual sobre aquela condição chamada de "nada". Assim transcrevemos um excelente artigo que situa o pensamento dos físicos quânticos, escrito pelo comentarista cientifico Manoel Barbosa, publicado com o título de Tecnologia do Conhecimento no jornal Diário de Pernambuco em 1995.
A inesgotável riqueza do nada:

"O 'nada' - ou os vazios quânticos - é uma das principais preocupações da ciência, atual. No 'nada', desconfiam os cientistas, parece está a matriz do Todo. Ou de tudo. Ou do universo material em que vivemos. 'O vazio está cheio de alguma coisa que não é matéria', define Henri Laborit, biólogo francês conhecido pelo seu materialismo radical e a intolerância com as tendências místicas de alguns cientistas. No vazio quântico há tudo e nada, ao mesmo tempo. Alguns físicos simplificam a questão e dizem que no vazio/nada há 'informação' assim pensava o brasileiro Mário Schemberg. Laborit considera essa definição insuficiente e dá uma explicação mais elaborada para o conteúdo do 'nada': 'Variações de campos elétricos provocados pelo epicentro da matéria e que persistem quando a matéria já lá não está'. Outro físico, David Bohm, fala de 'ordem implícita'. Ele quer dizer: a matéria está implícita no 'nada'- no vazio há pré-forma; é o molde invisível do molde visível - que somos nós e asCoisas. Beneviste, pesquisador francês, provou que a matéria tem memória. Realizou experiências mostrando que, quando a matéria deixa de existir num ponto, ficam os vestígios. Até água deixa esses vestígios - ou memórias. As experiências de Benveniste foram testadas em vários laboratórios e os resultados comprovaram a afirmação, à primeira vista fantástica[1]. Burr e Sheldrake, dois biólogos, dizem ter identificado 'campos de vida', ou campos morfogenéticos. É mais ou menos como a "ordem implícita" de Bohm no reino biológico: cada organismo teria uma pré-forma da qual os genes seriam apenas mensageiros materiais. Esse conceito também é chamado de 'modelo organizador biológico'. Einstein, no seu intuicionismo avassalador, pensou ter identificado no universo essa força invisível contida no 'nada' - a ordem implícita de Bohm - e a incluiu num sistema conhecimento como 'constante cosmológica'. Desacreditada - e até repudiada pelo próprio Einstein, depois - a constante foi recentemente reabilitada com as descobertas do Telescópio espacial Hubble. Aliás, com a não descoberta, pis o Hubble não detectou a chamada 'massa invisível'. Essa massa era a explicação dada pelos astrônomos para ocorrências cósmicas inexplicáveis pelo volume de massa visível. Ou seja: a massa detectável no universo não bastaria para produzir o próprio universo. Deveria haver massa oculta e que constituiria 90% de todo o cosmos. O Hubble demoliu essa crença e pôs no seu lugar uma explicação parecida com a constante cosmológica. A de que há alguma coisa muito poderosa no "nada" dando origem ao todo - e muitos até a estão chamando de Deus. Para o físico inglês Stephen Hawking isto não é novidade. Ele já vem falando da 'mente de Deus' para justificar o comportamento da matéria que volta para o "nada" pelas goelas dos insaciáveis buracos negros e atravessa a barreira do tempo".

Vemos, então que a própria ciência, com embasamento matemático, nega a existência de um "nada absoluto", quando afirma existir algo indefinível, indetectável, inefável, fonte de "informações" além do Universo. Este pensamento da ciência moderna está em conformidade com o pensamento dos místicos de alto nível de todos os tempos, especialmente os orientais, habituados à meditação sobre conceitos metafísicos elevados. É exatamente num nível além do universo, ou seja, naquele "nada quântico" referido pela ciência atual, que eles colocam Deus, o Poder Superior Criador.

A fonte de todo o conhecimento, o propósito primeiro de tudo quanto foi criado, e mesmo daquilo que ainda não foi criado, existe ao menos como "informação" na citada "Inesgotável Riqueza do Nada", pois ali tem tudo e tem nada. A ciência tem usado outras expressões para indicar o que transcende o mundo das partículas constitutivas do universo detectável. Para isto usam muitas expressões, entre elas: "Pré-forma da forma" ou "Ordem Implícita" de Bohm, ou "Modelo Organizador". Essas expressões são irrelevantes porque nomes específicos não modificam as conclusões o que importa é que além da estrutura da matéria existe uma fonte de consciência.

A própria ciência tem indagado sobre coisas abstratas como pensamento e consciência, indagado também se o próprio pensamento também é feito do "nada". Para a filosofia perene - o conjunto do saber antigo, originado no oriente - a consciência é o próprio "nada". Psicólogos - freudianos e comportamentais, neuro-fisiologistas, e biólogos têm tentado em vão identificar a substância mental e a sede da consciência. Ai surge uma outra dúvida: a consciência é uma propriedade apenas do ser humano ou os animais, e a própria matéria, também a tem? No caso, a consciência - como a mente - seria algo especial, substrato do Todo, ou apenas produto de interações neuro-quimicas de um organismo? Isto para a ciência ainda é um mistério insondável embora que para o místico seja algo bem claro - a consciência é um aspecto do próprio Poder Superior. O que também queremos enfatizar é, mesmo que tudo isto sejam reações da própria matéria biológica, ainda assim o potencial já estava implícito na origem. Desta forma todas as reações dos seres vivos nada mais são do que exteriorizações implícitas na fonte da própria energia que originou todo o universo, portanto não se tratam de algo inerente ao mundo objetivo, de algo gerado pela matéria, mas sim apenas de algo manifestado através dela.

Técnicos que buscam criar inteligência artificial (organismos cibernética) não desistem do propósito de construir máquinas conscientes e se isto chegar a ser possível, a questão está respondida dentro da conceituação mística; "Onde quer que se faça presente uma estrutura apta a manifestar consciência ela ali se fará presente, desde que se trata de um Poder que inunda todo cosmos".

Um dos maiores pesquisadores na área da "inteligência artificial", John Mc Carthy, acredita que dentro de algumas gerações as máquinas comportar-se-ão como se tivessem cérebros iguais aos cérebros humanos, e que não está distante o tempo em que elas serão dotadas até mesmo de paixões e sentimentos.

Ao místico não causará espécie se isso vier a acontecer, desde que tal coisa não invalida a idéia da existência de um Poder Superior, bem pelo contrário, será um reforço à idéia de que existem manifestações de algo absoluto, presente em todos e em tudo. Se tal vier a ocorrer, uma máquina dotada de inteligência a mencionada qualidade não será algo inerente à máquina e sim a algo manifestado através dela, algo que procede da "Inesgotável Riqueza do Nada", do "Vazio que está cheio de alguma coisa que não é matéria", daquele chamado "Vazio Quântico" - denominações dada pela ciência -. Isto é básico na metafísica espiritualista que considera a consciência como sendo um dos aspectos do próprio "nada", e se manifesta onde quer que exista algo, e segundo o modo peculiar de cada coisa. Assim sendo ela se manifesta de uma forma numa pessoa humana, de uma outra num vegetal, num mineral, ou mesmo numa máquina, desde que tudo é mente no universo, portanto tudo tem consciência.
elementos da creação

Partículas da creação
A teologia se divide em duas correntes: Dualista e Monista. As religiões que podem ser consideradas monistas estritas são exatamente aquelas que falam de uma causa primeira, abrangente, imanente em todas as coisas, de onde tudo proveio e para onde tudo voltará, causa esta que tanto está no universo quanto fora dele, e assim sendo totalizando exatamente o "nada". O dualismo considera a existência de distintas coisas no universo, mas isto vai em oposição ao que a ciência tem como certo, a existência da criação a partir de um ponto único, o mesmo que afirmam muitas religiões, em especial aquelas que derivaram dos Vedas.
As religiões místicas, predominantemente orientais, falam e um Deus metafísico. É o Deus das religiões orientais, Deus dos filósofos, tanto que chamá-lo de Deus pode ser considerado um engano por não se tratar de um "ente" mas um "princípio". É o principio do ser imutável, ao mesmo tempo em que é, também, a fonte de todo o porvir, a fonte de toda atividade, o UM do qual procede toda multiplicidade, e que na China é chamado Tao, o "Caminho", na Índia de Brahmân, o imutável, e em algumas doutrinas Poder Superior, ou o "Deus de Spinoza" o Uno, o que não depende de nada, livre de sentimentos e paixões, que está dentro, que é infinito, conteúdo e continente de tudo quanto há.

A ciência, com embasamento matemático nega formalmente a existência de um "nada" absoluto, quando afirma existir algo indefinível, indetectável, inefável, fonte de "informações" além do Universo objetivo detectável. Este pensamento da ciência moderna está em conformidade com o pensamento dos místicos de alto nível de todos os tempos, especialmente os orientais, habituados à meditação sobre conceitos metafísicos elevados. É exatamente num nível além do universo, ou seja, naquele "nada quântico" referido pela ciência atual, que eles colocam Deus, o Poder Superior.

Numa máquina dotada de inteligência esta não será algo inerente à máquina e sim a algo que apenas se manifesta nela desde que, se tudo faz parte da "Inesgotável Riqueza do Nada", do "Vazio que está cheio de alguma coisa que não é matéria", daquele chamado "Vazio Quântico" - denominações dada pela ciência-. Isto é básico na metafísica espiritualista que considera a consciência como sendo um dos aspectos do próprio "nada", ou, indo mais longe, ela é o próprio "Nada", ou Poder Superior - termo religioso - que se manifesta onde quer que exista algo e segundo o modo peculiar de cada coisa. Assim sendo a consciência se manifesta em tudo quanto existe, mas de uma forma peculiar em cada coisa; de uma forma numa pessoa humana; de uma outra maneira num vegetal, num mineral, ou mesmo numa máquina. Já dizia Hermes, "Tudo é Mente" ou como as doutrinas védicas afirmam "O Universo é Mental". Sendo assim, desde que tudo é mente no universo, logo tudo tem consciência nas devidas proporções.

As religiões que podem ser consideradas monistas estritas são exatamente aquelas que falam de uma causa primeira, abrangente, imanente em todas as coisas, de onde tudo proveio e para onde tudo voltará, causa esta que tanto está no universo quanto fora dele, e assim sendo totalizando exatamente o "nada".

No primeiro livro que editamos falamos de psicólogos e de consciência celular. Na época da primeira edição essas afirmativas eram consideradas heréticas, mas hoje é a própria ciência, em especial cientistas adeptos da física quântica, que isto Este livro está mais direcionado àquilo que está por trás do miasma, e isto nos leva a analisar com detalhes as propriedades do intelecto, da memória e do pensamento, o que será feito em um outro capítulo. Alguns metafísicos, filósofos, e cientistas indagam se o pensamento também é feito do "nada"? Para a filosofia perene - o conjunto do saber antigo, originado no oriente - ela é o próprio "nada". Indagam o que é o pensamento e em que ele se diferencia da consciência.

Como mencionamos antes, os neurofisiologistas e psicólogos têm em vão tentado identificar a sede da consciência, sem que até agora hajam chegado ao menor indício de sua localização. Mas, podemos afirmar que sejam quais forem as circunstâncias, a consciência e assim também todas as qualidades inerentes à mente, pré-existem, isto é, antecedem à forma, pois que antes de qualquer estrutura tudo já estava implícito no ponto gênese do universo. Como não existiram dois pontos de origem, então não se pode negar que tudo quanto há e se manifesta de alguma forma, já estava reunido numa só condição - ponto primordial da criação - conforme o Big. Bang (Fiat Lux) que se desdobrou em miríades de coisas. Houve uma fragmentação colossal atingindo não apenas da energia, mas também todas as condições imateriais existentes. Embora isto seja um mistério insondável para a ciência oficial não o é para os pensadores metafísicos e místicos.

Analisando esse tipo de questionamento, o neurofisiolgista Kant Klavans chama a atenção para uma dessas características, a "prioceptividade inconsciente" que se refere ao modo como o corpo sabe como cada uma de suas partes ocupa um espaço. Seguindo essa idéia muitos biólogos preocupam-se com outra questão
A visão unista difere da dualista apenas no que diz respeito à objetividade. No dualismo Deus se manifesta objetivamente como polaridades, enquanto que no unismo como potenciais em que não há polaridades, pois o que é uno não pode comportar polaridade alguma.

Dizem as Doutrinas Tradicionais Antigas: A Consciência Cósmica, no processo do "ver a si mesma", se projeta sob dois aspectos: Um, que consiste na creação de "espelhos" para nele se refletir - coisas limitadas e fragmentárias que refletem leis e princípios, ou seja "substratos" nos quais ela se manifesta - e outro, que consiste no aspecto "Purucha" que é a própria consciência essencial - "dando conta de si mesma" a partir dos elementos constitutivos do outro aspecto "Prakriti".


********************




Notas:

[1] - De inicio as conclusões de Beneviste foram muito criticadas, e ele até mesmo afastado dos meios científicos. No entanto muitos pesquisadores silenciosamente deram continuidade ao trabalho daquele cientista, chegando às mesmas conclusões e até mais. No Brasil na UNICAMP este assunto em sido pesquisado com muita seriedade e as conclusões comprovam o que Beneviste afirmou com relação à água.

Esta matéria faz parte do livro: HOMEOPATIA - Conceitos Filosóficos - Visão Metafísica da Angústia existencial.
Onde adquirir:
Editora ROBE Tel. (011) 220.6620 e 221.2187


BIBLIOGRAFIA.

BOHM, David - Ordem Implícita e Ordem Superimplícita.
Diálogos com Cientistas e Sábios - Cultrix - S. Paulo
CAPRA, Frijof - A Teia da Vida - Ed. Cultrix - São Paulo
EINSTEIN, Albert - ´The meaning of rrelativity - 5ª Ed. Princeton University Press.
KRISHNAMURTI / DAVID BOHM - O Futuro da Humanidade - Edt. Cultrix - S. Paulo.